OUTRO ECLIPSE

ECLIPSE1OUTRO ECLIPSE

 

não é curioso que um simples eclipse

deixe tantos homens pelo mundo em pânico?

preocupam-se mais com o Apocalipse

do que com a expansão do Estado Islâmico?

 

 

parece-me trágico . . . mas, no fundo, é cômico

a Terra está prestes a sair dos eixos . . .

vivemos à beira de um conflito atômico

e ainda tememos . . .  bíblicos desfechos.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

DOIS A UM

na mão

DOIS A UM

 

vale menos um coração na mão

que dois

amando.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Menos é demais- 2014

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

A QUESTÃO

POLÍTICA

A QUESTÃO

 

Política

               mente.

                              Correto?

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional

A SANHA

handezA SANHA

 

essa febre que não passa

essa sanha que me eriça

esse fogo sem fumaça

essa ânsia insubmissa

 

 

essa paixão . . .  minha nossa!

é obsessão que não cessa

força que de mim se apossa

mal . . . que me faz bem á beça

 

 

é valsa e montanha russa

verdade e falsa promessa

sonho que a alma esmiúça

sem explicar . . . ora essa!

 

 

essa paz que me alvoroça

e que me acossa e me atiça

a bem querer essa moça

com tanto ardor e cobiça

 

 

é amor? será feitiço?

uma ‘virtude devassa’?

meu Deus ! que diabo é isso?

é Graça, Pai . . . ou desgraça?

 

 

caio dentro ou saio dessa?

diga-me Deus, o que faço?

preciso saber depressa

ou dessa noite não passo. . .

 

 

puxo ou afrouxo esse laço?

fico ou saio desse fosso?

renuncio ou satisfaço

a esse anseio colosso?

 

 

ela é fera  . . . que me caça

que  me alcança sem esforço

e que me abrasa e me abraça 

a mordiscar meu pescoço. . .

 

 

 

afaga e arranha meu dorso. . .

me massageia e me amassa. . .

sorri quando me contorço

de prazer . . . e por pirraça

 

 

do princípio recomeça

feito uma diva devassa. . .

feito febre que não cessa

feito  fogo . . . sem fumaça

 

 

não há medida que meça

essa querença que pulsa

essa lascívia convulsa

desmesurada e possessa

 

 

Deus! minh’alma está defessa

e, por mais força que eu faça

já não resisto à Vanessa . . .

-a carne

               é fraca . . .   

                                   e fracassa-.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANTES DAS DEZ

ANTES DAS DEZ

ANTES DAS DEZ

 

bebendo vinho barato, antes das dez da manhã

(em jejum) o bardo nato

lê Gibran Khalil Gibran

 

 

chega a parecer sensato em seu pulôver de lã . . .

um ‘homem de fino trato’. . .

(sem pedigree nem larjan )

 

 

lindo, rindo no retrato

tem pinta de bom vivant

mas é modesto, de fato

(Zé com aura de Titã)

 

 

é um notório literato

que jamais terá um fã

e, um dia . . . morrerá no anonimato

a beber vinho barato . . .  antes das dez da manhã.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

IMAGEM- Portrait of a Poet, 1902-PABLO PICASSO

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

DÊ O FORA, TEMER

TEMER5

DÊ O FORA, TEMER

 

Já é hora, já é hora

desse vice virar ex

Ora, Temer . . . Dê o fora!

Vá embora de uma vez!

 

 

Tchau querido! Adeus Michel!

Say goodbye, so long,  farewell !

Please, go home . . .  Go to hell!

Vá purgar o mal que  fez

 

 

Digo-lhe em bom português;

Largue depressa esse osso

Mostre alguma sensatez

(mesmo no fundo do poço)

 

 

Olhe a corda em seu pescoço. . .

Porque não sair agora??

 

Ora Temer . . . Vá embora!

Dê o fora de uma vez!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MOÇO INSOSSO

funeral

MOÇO INSOSSO

 

engole goles de mágoa de tédio e melancolia

depois . . . escreve poesia

como se fosse remédio

 

 

vai para o topo do prédio e roga à virgem Maria

um prêmio da loteria

e a  paz no Oriente Médio. . .

 

 

coitadinho do poeta . . .  moço insosso e sem noção

ele é um ‘pato’, é um pateta

(mas, tem um bom coração)

 

 

crê em Jesus, nos profetas e na reencarnação

(lê ‘’Poema em linha reta’’

como quem faz oração)

 

 

pena deus não tenha pena de quem teima em versejar

(poetar não vale a pena

só multiplica o penar)

 

 

e o poeta se apequena fingindo se agigantar. . .

(vive preso no Geena

e sonha com Gibraltar).

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESENCANTADA

836DESENCANTADA

 

ela não é mais a mesma. . .

anda mesmo ensimesmada

muda e de cara amarrada

mais parece um abantesma

 

 

com suas cismas eu cismo. . .

vive agora enclausurada

pressentindo um cataclismo

na manhã ensolarada

 

 

tomada de ceticismo

não crê no bem  . . .  e em mais nada

maldiz o meu romantismo

e duvida que é amada. . .

 

 

varada de  pessimismo

vara as noites acordada

abismada . . .  em seu abismo

princesa . . .  desencantada.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

NEM SÓ DE PÃO II

FOME 7NEM SÓ DE PÃO II

 

‘’Nem só de pão vive o homem’’

mas, a tantos falta o pão. .

que acabo por pensar que os que bem comem

têm tudo . . . menos alma . . . e coração

 

 

Senhor , não quero usar teu santo nome

em vão . . . mas, oh! meu Deus, por que razão

aquele que sacia a própria fome

consegue ignorar a de um irmão?        

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AVISO

aviso

AVISO

 

Após a Terceira Guerra

a Paz reinará na Terra

(Os homens . . . perecerão)                   

 

Este é um assombroso aviso:

‘Baratas herdarão o Paraíso’

(e Deus . . .  se orgulhará da Criação).

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.