É NATAL!

MANJEDOURA

É NATAL!

 

É Natal, filho, é Natal!

Jesus nasceu em Belém!

E ainda no mundo o mal

aflige os homens de bem. . .

 

 

É Natal, filho, é Natal!

Veio á Terra o Salvador!

Mas, o egoísmo brutal

ainda oprime o Amor. . .

 

 

É Natal, filho, é Natal!

Louvamos de Deus o Nome!

Mas, o mundo é desigual

Ainda há guerras e fome. . .

 

 

É Natal, filho, é Natal!

E os Anjos Celestiais

choram por nós, afinal

vamos distantes da Paz. . .

 

 

É Natal, filho, é Natal!

roguemos pois, ao Bom Deus

o fim da treva abissal

que amargura os filhos Seus. . .

 

 

Que o Amor seja infinito

em nós, no mundo atual

E Jesus seja bendito!

É Natal, filho . . .  é Natal!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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REACTSÓ, COM AS LUAS

 

Deixe-me cá, taciturno  

a misturar cios e acenos

aos balbucios obscenos  

de algum poema soturno

 

 

Tome os anéis de Saturno!

Leve as camisas de Vênus!

Deixe-me (sem mais nem menos)

só . . . com as luas de Netuno

 

 

Delas, eu retiro as rimas que reúno

em versos brancos, rubros e morenos

toda vez que adejo, em périplos amenos

pelos confins do infindo céu noturno

 

 

Tornando a mim e ao ‘lar’ onde me enfurno 

(ínfimo inferno em que simulo amores plenos)

relembro ensinos de anciãos extraterrenos

e os incorporo aos sons de um hino inoportuno 

 

 

Deixe-me estar . . .  ficar e ser o eterno aluno

do Amor que habita a imensidão e os pequenos

mundos perdidos na amplidão do Espaço Uno

nos quais aprendo a decifrar . . .  sonhos serenos

 

 

Deixe-me só . . .  porque, sozinho, não me puno

nem me sujeito a degustar . . .  o seu veneno

Se meu amor é um santo e, o seu, é um gatuno

Deixe-me cá . . . e vá amar . . .  o que eu condeno.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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BEM VIVI

BEM VIVIBEM VIVI

 

Já não estou nem aí

nem aqui, nem acolá

nem pra cá do Mandaqui

nem pra lá de Paquetá!

 

 

Já não há o que me avexe!

Já equilibrei meu Chi!

Já voltei de Marraquesh!

Já deixei meu Cariri!

 

 

Se o tempo voou, nem vi

(mais do que ele, voei)!

E o que ganhei ou perdi

o vento levou . . .  Bem sei!

 

 

Mas, já nem quero saber

do que escrevi e não li!

E se de rir eu morrer

será porque que bem vivi!          

 

 

Pra mim, querer é poder!

Poder . . .  é não desistir

de insistir, teimar e ser

capaz de sempre florir!

 

 

Num dia, a vida me rega

e, noutro, me despetala

Mas, meu versar não sossega

não se entrega nem se abala!

 

 

À quem não me tem estima

desejo tudo de bom!

À quem me ama e me mima

doo meu amor e meu dom!

 

 

Se eu vim, vi e não venci

só Deus . . .  pode avaliar!

Bastou Ele mandar, do céu desci. . .

Assim que Ele ordenar, volto pra lá!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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CECI

517CECI

 

Desde quando bem te vi

Ceci, eu só quero-quero

tornar-me teu colibri

teu pica-pau-amarelo!

 

 

Não mais beberei, Ceci

nem irei ao futebol. . .

Tão só versarei pra ti

do nascer ao pôr-do-sol

 

 

E, estarei sempre contigo

vendo o meu mundo girar

ao redor do teu umbigo

(sem nunca, nunca enjoar)

 

 

Ai! Se ficares comigo

nem um segundo eu espero!

Ao mundo inteirinho digo

o quanto amo e venero

 

 

o ouro que descobri

dentro em ti . . .  ao te avistar!

Na hora em que bem te vi

Ceci . . . decidi casar

 

 

ser . . . e te fazer feliz. . .

te amar e te respeitar. . .

Até ficarmos senis. . .

e, enfim,  nosso “fim raiar’’!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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COM VINCENT

VAN GOGHCOM VINCENT

 

Pintei meu autorretrato

o teto, a porta, o carpete

o lustre, o gato, o sapato

o diabo a quatro e o sete!

 

 

Fiz chover gelo, papoulas

meteoros, canivetes

pó-de-mico, lantejoulas

água-de-cheiro e confetes!         

 

 

Bebi gim-tônica, pinga

vermute, conhaque, menta

champanhe numa moringa

rum num frasco de água benta

 

 

E, depois, ‘caí no mundo’

da lua . . . até me aluar!

Lá, nadei no céu profundo!

Voei . . .  no fundo do mar

 

 

e até montei num dragão

cantarolando um repente

com o coração nesta mão

e na outra um sol poente!

 

 

Foi sonho? Alucinação?

Loucura da minha mente?

Ah! Não foi não! Não foi não!

Foi verdade convincente!

 

 

Fui com Vincent Van Gogh

de Atlântida à Shangri-lá!

(Rachamos um hot-dog

e um sorvete de cajá)!

 

 

Quem duvidar, que interrogue

a Deus, que, de perto viu!

Visitem lá o Seu Divino blog

 Ele postou! E, até Jesus curtiu!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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O X DA QUESTÃO

o xO X DA QUESTÃO

 

Há mais má vontade

que boa intenção

e mais ‘Donos da Verdade’

que homens de bom coração. . .

 

Impera a incapacidade

de ver no outro, o Irmão. . .

 

Assim caminha a desumana humanidade

(sem ver que ela . . .  é o X desta questão).

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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RIO DE JANEIRO (E SANGUE)

VERMELHO

RIO DE JANEIRO (E SANGUE)

 

Dezembro já vai findar. . .

e olha o Rio de Janeiro!

Parece um vermelho mar. . .

(Lembra o sangue do Cordeiro)

 

 

Logo virá . . .   fevereiro

Todo mundo vai sambar!

E o Redentor . . . (brasileiro)

não vai sorrir . . . nem cantar

 

 

Vai lamentar pelas vidas

e pelas balas . . .  perdidas

até o mundo acabar. . .

 

 

sem ver cicatrizadas . . .  as  feridas

e olhando as  esperanças falecidas

que nunca, (nunca?) vão . . .  ressuscitar.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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SOB A PELE DA LEVEZA

OCULTO

SOB A PELE DA LEVEZA

 

Algo que lateja no meu linguajar

sugere, sem pejo

um portentoso adejo. . .

 

E o lume que advém do meu versar

costuma, em suma

denotar algum traquejo

 

Mas, juro . . .  qualquer um que se esforçar

fatalmente notará

que há pranto sob o festejo

 

que sob a pele da leveza . . . há só pesar

e que só finjo voejar . . .

por que rastejo.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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AO CUME

ALQ

AO CUME

 

Ontem, morri novamente

pela milésima vez. . .

Eu morro frequentemente

(algumas vezes por mês)

 

 

Nesta existência somente

morri mais que de costume. . .

Nas outras (de antigamente)

durava mais o meu lume

 

 

Mas, morro habitualmente

até com certa . . . altivez

Qual ‘Fênix persistente’

que esbanja a sua escassez

 

 

Oh sim, nasci pra semente

pois,  Deus cobriu-me de estrume

pra que eu crescesse vagarosamente. . .

à fim de, ao tempo certo, alçar-me ao cume.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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new year2

HAPPY NEW YEAR?

 

Please, hold

my hand!

The end is near!

 

Is this a happy new year

or is it

a bitter end?

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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