PENITENTE RETIRANTE

RETIRANTESPENITENTE RETIRANTE

 

Desperto nu

e a cor do céu azul recobre

meu corpo ‘’pobre’’. . .

e o couro cru que me reveste

 

Visto o zinabre do existir

Despisto a peste

Rumo ao sudeste

sigo (ou tento prosseguir)

 

Talvez, quem sabe, algum porvir

inda me reste

e eu roa um osso pouco antes de ruir

 

de sucumbir e de jazer no chão agreste

em que nem cardo nem cipreste

hão de florir.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição Compartilha Igual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

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