LÍRIOS EM CAMPOS MINADOS

 

lírio

LÍRIOS EM CAMPOS MINADOS

 

Fala e caminha com profetas maltrapilhos

Canta belezas corcundas

Louva Deidades profanas 

 

 

E, a cada passo (em falso) esculpe trocadilhos

-com mansidões iracundas

e sanidades insanas-

 

 

Compõe, assim, os seus poemas andarilhos

-tece rimas vagabundas

e aliterações ciganas-

 

 

Gasta o seu tempo recobrindo-se de brilhos

e de emoções mais profundas

que a  Fossa das Marianas!

 

 

No exato instante em que transcreve seus idílios

vê campos minados repletos de  lírios

e enxerga amor . . .  no olhar dos furibundos!

 

 

Como quem busca a Deus em cárceres e exílios

e alcança a paz submetendo-se a martírios

e frequentando domicílios de outros mundos

 

 

versa pra elucidar seus lúcidos delírios

e comprovar, em solitude e sem auxílios

que a Eternidade toda é feita de segundos

 

(e que os gerânios . . .  são tão belos quanto os círios).

 

 PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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