MENSAGEM CLARA E DIRETA ( A UMA INCERTA PESSOA)

MENSAGEMMENSAGEM CLARA E DIRETA

(A UMA INCERTA PESSOA)

 

Estou aqui de passagem

Porém, não vim a passeio

nem pra perder a viagem. . .

 

(Sou um que sabe a que veio)

 

 

Nu de medo e sem receio

tudo enfrento com coragem

Em mim . . . ninguém põe arreio

 

(Pronto. Está dada a mensagem).

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

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SUBLIME IMBRÓGLIO

imbroglio

 SUBLIME IMBRÓGLIO

 

Quitéria . . .  as horas não passam

de concretudes etéreas

E a minha fraca e pouca fé . . .  não move os montes

 

 

Por isso é que salto incauto

de altivas pontes aéreas

a emaranhar e a horrorizar os horizontes. . .

 

 

Por isso teço empecilhos

por isso empilho pilhérias. . .

E forjo meias-verdades para enfeitar estribilhos. . .

 

 

Eu já não sonho ser salvo . . .

Sei que o bom Deus tirou férias

pra dedicar-se mais . . . a seus diletos filhos

 

 

Eu sei que Ele nunca soube

(Você bem sabe Quitéria)

que os ‘anjos’ Dele, depredaram  minhas fontes

 

 

E, hoje, a minha lira hilária

tornou-se uma coisa séria

que heroica e estoica, domestica mastodontes. . .

 

 

Mas, não lastimo . . .  nem temo

o anonimato . . .  e a miséria

Desde o momento em que nasci, penhoro idílios . . .

 

 

E o inverno hostil que me habita

supera o frio  da Sibéria. . .

(Minh’alma . . .  é um gélido covil que asila exílios)

 

 

Tudo o que em mim foi virtude

fez-se lama deletéria. . .

Um tenebroso e bruto breu cobre meus brilhos

 

 

Minha efusiva poesia . . .  

verteu-se em valsa funérea

e os dons que tive . . . são agora ‘’inutensílios’’

 

 

Cansei de vez da minha vida vã, Quitéria!

Cansei das leis, cansei do lodo e dessa lida!

Se eu só nasci para exumar estes martírios

e pra experimentar os males desta vida. . .

não posso mais seguir a soletrar delírios

Quero morrer . . . tornar a ser . . . antimatéria

 

 

Reencarnar como indigente na Nigéria. . .

ou como indígena da tribo mais remota. . .

 

Um reles fungo, vírus, verme ou bactéria. . .

em vez de ser ‘notável ser’ . . . que ninguém nota.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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SAFADO E SAFENADO

SAFENADO1SAFADO E SAFENADO

 

Rendi-me à malemolência   

de uma segunda intenção

e à quentura da indecência

que em silêncio faz canção!

 

 

Cansei-me de penitência

de ‘sofrência’ e de aflição. . .

Quero alguém que dê cadência

e cor . . . ao meu coração

 

 

Um marca-passo no meu peito? Quero não!

Quero é chamego, beijo, abraço e saliência!

Farto de infarto . . .  de carência . . . e solidão

só quero agora, amor, tesão e bem querência!

 

 

Vou encontrar uma saída de emergência

que vá dar lá no Paraíso . . .  e ser Adão

duma Eva angélica que atice a efervescência

e ferva mais que o Sol e o solo do sertão!

 

 

Já me cansei dessa dieta . . . de prudência

Vá se catar, Doutor . . .   ou vá  lamber sabão!

Perdi há muito a minha santa paciência 

Viver assim . . .  em celibato . . . é perdição!

 

 

Livrar-me-ei de só louvar limitação

e tomarei uma ‘divina providencia’!

Não sou bocó pra viver só . . .  com ‘o tal na mão’. . .

Vou me esbaldar, despudorado e sem tenência!

 

 

‘Tô por aqui’ dessa absurda abstinência!  

Se o doutor pensa que eu sou bobo, é um bobalhão!

Vá desculpando aí a minha impertinência

mas, estou vivo . . . e mais ativo que um vulcão

 

 

Pronto e afoito . . .  pra ser todo erupção

Sem contenção . . .  eu quero é mais e mais ardência!

Só quero alguém que faça bem, que dê cadência

ao meu safado . . .  e safenado coração!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOCÊ QUE PENSA

vc q pensa1VOCÊ QUE PENSA

 

Você, que pensa bem, que sente muito

que enxerga sempre além do mais

e do fortuito

 

 

Que ‘tá ligado’ sem sofrer curto-circuito

e não se vende a troco de um

jantar gratuito

 

 

Que se recusa a esperar

‘atrás da faixa’    

e nunca deixa de pensar

‘fora da caixa’               

 

 

Prossiga atento

á corja torpe, suja e baixa

que, no momento

descarada e unida marcha. . .

 

 

Pois, essa gente, essa gentalha, é que esculacha

achaca e  escracha   quem não for descerebrado. . .

 

Você que pensa, causa horror a quem se encaixa

no esquema endêmico e boçal do vil  legado. . .

 

Você que pensa . . .  é uma ofensa pro Reinado

dos imbecis deste país (Gomorra imensa)    

 

onde estar livre da modorra é um pecado. . .

e onde pensar por si é crime . . . (que compensa)!

 

Não permitamos que a falácia nos convença . . .

A nossa luta continua . . .  e o tempo urge!

 

Lutemos juntos . . . pra vencer a desavença

que, ao fim de toda noite densa, o Sol ressurge!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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ESSE MENINO

sobras

ESSE MENINO

 

Esse menino é  quem sou

lá . . . no fundo de meu eu. . .

 

Ele, em mim se homiziou

se enclausurou, se perdeu

 

Esse menino . . .  é quem fui

desde que nasci . . .  e sei

 

que sempre, sempre serei

ele . . . enquanto o tempo flui.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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FRENTE FRIA

frente1

FRENTE FRIA

 

Vem com tudo, frente fria!

Vem, que eu tenho as costas quentes

Muita lenha pra queimar . . . e uma guria

de corpo, alma e coração incandescentes!

 

 

Pode avançar, frente fria

sem dó . . . que o fogo da gente

derrete uma geleira a cada dia!

(derreteria até um continente)!       

 

 

Pode chegar com força, frente fria

pois, vamos encará-la frente a frente

com ondas de calor e de aguardente!

com rios de lava e brasas de poesia!

 

 

Não há quem nos enfrente, frente fria!

Somos ardentes, imbatíveis combatentes!

Sim! Dois amantes flamejantes e ‘calientes’ !

Sua frieza . . . nunca nos resfriaria!

 

 

Faça ventar, chover, nevar . . . com euforia!

Vamos ferver, sem hesitar e, avidamente

ser tão ardentes que o verão invejaria

o calorão a vir de nós, constantemente!

 

 

Congele campos, lagos, rios, frente fria

que em nosso leito . . . o fogaréu é permanente!

Pode chegar gelando o ar da pradaria. . .

que vamos recebê-la . . .   calorosamente

 

 

até fazê-la arder em febre . . . frente fria

e dissipar-se . . . mansa e vergonhosamente.

 

PAULO MIRANDA BARRETO      

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.