ZERO AÇÚCAR

zero açúcar1ZERO AÇÚCAR

 

aos poucos, do nosso amor

fez-se insípida a doçura

fez-se gélida a quentura. . .

verteu-se a candura em ira

 

 

e nossa alegre alameda

fez-se rua da amargura

estreita, torta, obscura

e lamacenta . . .  Jacira

 

 

o nosso plano, que era sonho e fez-se jura

verteu-se em ávida ojeriza crua e dura

que incinerou nossa ternura numa pira. . .

 

 

a lucidez que nos guiava . . . hoje delira

ardendo em  febre sobre o colo da loucura. . .

e atormentada pela dor , ela murmura:

 

-nossa Verdade era embrião . . . duma mentira!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

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