UM PEQUENO APOCALIPSE

apocalipse4UM PEQUENO  APOCALIPSE

 

Nesta sala

quase cela

minha sanidade oscila

entre o pesar que me assola

e a solidão que me insula. . .

 

 

e, nem mesmo Deus calcula

quanto o Demônio me esfola

e me escalpela e me pila

e me flagela

e me empala. . .

 

 

nesta vila de São Paulo. . .

nesta sala feita em cela

jaula estreita em que me enjaulo

feito um leão . . .  que ‘amarela’

 

 

contabilizo as mazelas

digiro os sapos que engulo

e empilho minhas dores (todas elas)

dentro em meu peito (mínimo casulo)

 

 

e, ao fim do dia cheio

de sequelas. . .

exausto da esperança

que simulo

 

 

desisto de ser eu . . .  

e, afinal pulo

dentro do breu

por uma das janelas.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

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