CORPO CELESTE

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 CORPO CELESTE

 

Quero o teu corpo, Celeste . . .

ver-te de vestes

despida

 

Mostrar-te o quanto perdeste

ao longo

de tua vida. . .

 

 

Dentro em ti, há uma ferida

aberta

e, se consentires

 

 

Posso curá-la . . .  querida

assim

que me permitires. . .

 

 

Hoje estás desiludida

e de sonhar

desististe. . .

 

 

Tu  crés

que o amor não existe

que a esperança está perdida

 

 

Mas,  em teu corpo, Celeste

resta uma brasa

escondida. . .

 

 

Basta que seja nutrida

e o fogo

de que esqueceste

 

 

Inflamará o Evereste. . .

derreterá as geleiras. . .

arderá qual mil fogueiras

com um fulgor inconteste. . .

 

 

Dá-me teu corpo. Celeste!

e irei, por noites inteiras

cobrir-te . . .   de carícias prazenteiras

e dar-te todo o amor que não tivestes.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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