ALARME FALSO

VOCE QUE2

 

ALARME FALSO

 

eu, poeta pelo avesso

eu, cidadão incomum

tenho valor, mas, não preço

sou mais eu  . . . não sou mais um

 

 

e, embora ‘mande bem’ . . .   desobedeço

a quem me tem desdém por não comprar-me

sou muito mais tenaz  do que pareço

e oculto-me . . .  fingindo revelar-me

 

 

e ai de ti, que crês nesse meu ‘charme’

de moço manso e introspectivo . . .

e tentas tolamente sabotar-me

com teu discurso parco e sedativo

 

 

se ousasses mesmo  vir e confrontar-me

terminarias . . .  devorado vivo

eu mal consigo ouvir teu falso alarme. . .

que como tu . . .  é baixo e inexpressivo.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CORPO CELESTE

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 CORPO CELESTE

 

Quero o teu corpo, Celeste . . .

ver-te de vestes

despida

 

Mostrar-te o quanto perdeste

ao longo

de tua vida. . .

 

 

Dentro em ti, há uma ferida

aberta

e, se consentires

 

 

Posso curá-la . . .  querida

assim

que me permitires. . .

 

 

Hoje estás desiludida

e de sonhar

desististe. . .

 

 

Tu  crés

que o amor não existe

que a esperança está perdida

 

 

Mas,  em teu corpo, Celeste

resta uma brasa

escondida. . .

 

 

Basta que seja nutrida

e o fogo

de que esqueceste

 

 

Inflamará o Evereste. . .

derreterá as geleiras. . .

arderá qual mil fogueiras

com um fulgor inconteste. . .

 

 

Dá-me teu corpo. Celeste!

e irei, por noites inteiras

cobrir-te . . .   de carícias prazenteiras

e dar-te todo o amor que não tivestes.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.