PARADOXI-GÊNIO

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PARADOXI -GÊNIO

 

respiro fundo

e afundo-me no dia

que raia enquanto inundo-o

com poesia . . .

 

 

nasci ‘teimoso’

e ouso ser fecundo

-não sirvo para ‘esposo

da afasia’-

 

 

dou voz e doo luz aos arredores

que corro, que percorro e que circundo

a semear poemas, sons, e cores

que curam mil amores moribundos. . .

 

 

nasci teimoso

e ouso ser fecundo

-ou ser mais eu

bem mais do que devia-

 

 

sou lúcido e, translúcido deliro

respiro fundo

afundo-me no dia

 

 

e, ao simular meu último suspiro. . .

eu  INSPIRO o mundo

que . . .  me asfixia.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

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