ESDRÚXULO GALÃ

 

BEIJO

 

ESDRÚXULO GALÃ

 

olho a hora…

o céu lá fora…

a aurora…

(quase manhã)!

 

e eu aqui

‘surrando rimas’

e ‘dublando pantomimas’. . .

sob um cobertor de lã. . .

 

 

sorrindo como quem chora 

lembro com aflito afã

das lindas curvas de Norah

(que agora . . .  namora Ivan)

 

 

não sei mais onde ela mora

nem tenho seu telefone . . .

desde que ela deu-me o fora

eu vivo só . . . so alone

 

 

e insone . . . aqui , na berlinda

qual falido Don Juan

que à própria desgraça brinda

sim! com sidra de maçã. . .

 

 

um esdrúxulo galã

(e fã de Jorge de Lima)

que leva  uma vida vã

cor de rosa . . .  de Hiroshima

 

 

sei que devia ir embora. . .

pra Dublin,  pra Aldebaran

Próxima b . . .  Bora-Bora . . .

ou, quem sabe, Amsterdam

 

 

que assim, mudando de clima. . .

dando adeus ao Jaçanã. . .

daria a volta por cima !

tornava a ser bon vivant !

 

 

olho a hora . . .

o Sol lá fora . . .

já é !  já é a manhã!

 

 

e é hoje! é hoje! é agora!

vou ‘viajar’ . . .  sem demora . . .

(com sidra . . .   e clonazepan).

 

PAULO MIRANDA BARRETO

ARTE: ‘’Prelúdio à tarde de um fauno’’ de CLAUDE DEBUSSY

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional

 

 

 

 

 

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