CIBELE

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CIBELE

 

sobre o leito de Cibele

falo afago e falo açoite

despetalo a flor da pele      

e calo a boca da noite

 

 

sob o efeito de Cibele

coloro olores e lumes

em profundezas e cumes. . .

e até que o céu se desvele

 

 

enluaro os pirilampos. .  .  

bolino laivos . . . delírios. . .   

e molho os lírios dos campos. . .

e desmantelo  os martírios. . .

 

 

estrela que me ‘ensolara’!

que sorve a seiva que expilo!

sou seu Ganges! sou seu Nilo!

seu oásis . . . no Saara!

 

 

noite adentro . . .  dentro dela

me refaço e me aniquilo

morro, renasço e oscilo . . .

sou sol e chama de vela

 

 

escafandrista e astronauta

servo e senhor do seu cio

que sem receios . . . sacio

no seio . . . da noite alta!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

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