MOÇO INSOSSO

funeral

MOÇO INSOSSO

 

engole goles de mágoa de tédio e melancolia

depois . . . escreve poesia

como se fosse remédio

 

 

vai para o topo dum prédio e roga à virgem Maria

um prêmio da loteria

e a  paz no Oriente Médio. . .

 

 

coitadinho do poeta . . .  moço insosso e sem noção

ele é um ‘pato’, um pateta

(mas, tem um bom coração)

 

 

crê em Jesus, nos profetas e na reencarnação

(lê ‘’Poema em linha reta’’

como quem faz oração)

 

 

pena deus não tenha pena

de quem teima em versejar

 

(poetar não vale a pena

só multiplica o penar)

 

 

e o poeta se apequena

fingindo se agigantar. . .

 

(vive e morre . . .  no Geena

sonhando com Gibraltar).

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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