COLIBRI DOS UMBRAIS

colibri3

COLIBRI DOS UMBRAIS

 

quase . . .  quase li nos lábios

daquela mulher de gás

o balbucio de um cio cálido

que oscilava  entre o azul pálido

e um esquálido lilás. . .

 

 

quase . . .  quase fiz-me audaz

decifrador . . . quase li. . .

a frase, o sim, os sinais

o som fugaz . . . mas, fali

 

 

por pouco não traduzi

pios de coruja sagaz

e cicios  de sucuri

mas fali . . .  não fui capaz

 

 

e então . . .  covarde, fugi

arrasando  roseirais

chorando . . . feito um guri. . .

que urrava rimas e ais

 

 

nunca, nunca, nunca mais

em tempo algum a revi. . .

nem nos sonhos matinais

nem nos versos . . .   que teci

 

 

pra todo o sempre a perdi. . .

(ou perdi-me . . . tanto faz)

depois . . . jamais, jamais fui bem-te-vi

 

 entrevei-me . . .  e percebi

 

-sou colibri . . . 

dos  Umbrais-.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s