DOIDA! DANADA! DANILA!

frida7DOIDA! DANADA! DANILA!

 

tem um quê de Frida Kahlo

misturada com Tarsila. . .

ora é insosso caldo ralo

ora é shot de tequila

 

 

me deslumbra e me aniquila

me apazigua e me atormenta

musa mansa  e violenta

mulher de aço  e de argila

 

 

ora é treva , ora cintila

ora é fria,  ora é febrenta

cocaína ! camomila!

noite escura ! céu magenta!

 

 

santo deus! ela me tenta!

e eu só penso em possuí-la

decifrá-la . . . traduzi-la

em letra e música lenta

 

 

ah! ela é oito e é oitenta!

coisa intrépida que oscila!

norte que desorienta!    

doida! danada! Danila !

 

 

com seu quê de Frida Kahlo

misturada com Tarsila. . .

faz-me rei, faz-me vassalo

faz-me beijá-la e cuspi-la

 

 

ela é quizomba e é quizila!

quero mantê-la e mata-la

quero acolhe-la e bani-la

e maldize-la e louva-la!

 

 

ah ! liberdade que exila!

ah ! delícia que avassala!

doida! danada! Danila!

lhe amo . . .  e odeio amá-la!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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