TODO SANTO DIA

Super lua vista entre os galhos secos do sertão do PiauíTODO SANTO DIA

 

traduzo uma ventania

interpreto um colibri

lapido a bijuteria

(e juro que é um rubi). . .

 

 

ruborizo uma apatia

dou asas a um jaboti

travisto-me de poesia

(e finjo que não fingi)

 

 

canto todo santo dia

mil canções que nunca ouvi

e versos . . . por teimosia

(ou por mania . . .  e daí)?

 

 

o que mais eu quereria?

tenho tudo

bem aqui:

 

 

papel, caneta azul, uma guria

e a lua lá no céu

(cheia de si).

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

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