NADA É TANTO

noturno

NADA É TANTO

 

no meio do meu nada, tudo é tanto

que faço o meu espanto ser sorriso. . .

e santo . . . eu infernizo o paraíso

-a minha eternidade é por enquanto-

 

 

eu encho um rio, um mar e sobra pranto

levanto as mãos ao céu e em nuvens piso

mas o meu peso é muito e o desencanto

me faz chover qual chuva de granizo

 

 

eu canto , canto e nunca sei o quanto. . .

e colho e planto mais do que preciso

e falo grego . . . e calo em esperanto. . .

e só me encanto enquanto me hostilizo. . .

 

 

minha expertise é toda de improviso. . .

e o que não minimizo, eu agiganto

meus exageros geram prejuízo. . .

no meio do meu tudo . . . nada . . .  é tanto!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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