VERSOS SIBILINOS

SIBILINO1VERSOS SIBILINOS

 

meus versos fulgem e fingem

-falsos pássaros que fogem

dos rodopios da vertigem

ao pó dos pés da visagem-

 

 

ás vezes chovem ferrugem

nas memórias que redigem

eras e horas que rugem

como leões de fuligem

 

 

dentro deles noites rangem

sobre os naufrágios que erigem

a tenebrosa falange

dos horrores que me afligem. . .

 

 

letras e palavras tangem

meu ser à um céu que é voragem. . .

nele, as mãos de Deus me abrangem. . .

(desfaço-me à Sua imagem)

 

 

sou invisível miragem

parando os tempos que urgem

nos poemas que se espargem

dentro em meu mar de amarugem. . .

 

 

todos os raios me atingem. . .

mas não ferem a coragem

(essa que meus versos fingem)

fulgindo breus na paisagem.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

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