TUDO O MAIS

DE POETA14TUDO O MAIS

 

Eu, que emendo e que remendo

rimas ricas, rimas fáceis

e que ás vezes me arrependo

de ousar ‘palavras difíceis’

tão nocivas quanto mísseis

tão raivosas quanto gráceis

vivo morrendo e aprendendo

com meus azedumes dóceis. . .

 

 

Cavo fundo e encontro fósseis

nas superfícies do céu. . .

Teço doidas odisseias

feito um menino pinéu

 

 

Construo estradas de nuvens

e verdades de papel

com as cinzas de Pompéia

e  as ruínas de Babel. . .

 

 

 

Eu que emendo e que remendo

sem arremedos meus medos

não me  rendo nem me vendo . . .

(só desvendo meus segredos)

Vão-se os anéis . . .  e os meus dedos

seguem tecendo poesia

e amolecendo os rochedos

de algodão da fantasia. . .

 

 

Já fiz mais do que devia?

Quanto mais ainda quero?

Não sei . . .  no entanto faria

tudo de novo, do zero!

 

 

Pois , só o amor tem valia

Tudo. . . tudo o mais é mero. . .

(à exceção da poesia)

Alguém dirá que exagero?

 

PAULO MIRANDA BARRETO

ARTE: ROBERTO WEIGAND

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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