PLÁGIO DE MIM MESMO

PIPA10

PLÁGIO DE MIM MESMO

 

Mais tarde choverão meus olhos sujos

dessa angústia cinza que nubla o meu brilho. . .

Vou fingir jaguares . . . forjar caramujos

e gotejar silêncios no ladrilho

 

 

Falar ás paredes, beijar azulejos

contar meus segredos ao ventilador

Solver-me no bolor dos meus desejos. . .

e nascer de novo . . . seja como for

 

 

Minha solidão é a do sertanejo

ou a do astronauta que jamais voltou

Não lembro de ninguém quando me vejo. . .

Hoje sinto falta de saber quem sou

 

 

Mas amanhã, quem sabe, eu me reveja

e seja (ou volte a ser) quem nunca fui. . .

Herói que nunca foge da peleja

ou anjo azul que a lua não dilui.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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