DE POETA PRA POETA

 

DE POETA8

DE POETA PRA POETA

 

Vive de brisa

une versos

pira bolando parábolas

vibra a delirar palavras

lapidando fábulas          

burilando sílabas            

 

 

Dubla azuis

dribla verdades

nubla céus com pó de giz. . .

e olhando a lua cheia de saudades

entoa uma canção

(quase feliz)                                                           

 

 

Seduz a luz

traduz os colibris

com timbres de silêncios e trovões

Enfeita a dor

com signos sutis

tecendo frases feitas de ilusões

 

 

Decifra corações

(ao pé da letra)

soletra sonhos bons, sinas rimadas

é um santo (nada casto)

que penetra

a carne fraca e lânguida dos nadas

 

 

Com unhas, dentes

línguas afiadas

e lâminas (tão cegas quanto o amor)

se corta, se recorta e tanto sente

que se dissolve em mares

sóis poentes

e lindas alvoradas . . .  Fingidor!

 

 

Esfinge . . . “Finge tão completamente

que chega a fingir que é dor

a dor que deveras” . . . mente!

 

 

Não é “alegre nem triste”

é poeta simplesmente. . .

Figura fascinante o Trovador!

 

 

Esse ser que nasce pra morrer de amor

e depois de morto . . .

vive eternamente.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

ARTE: ROBERTO WEIGAND

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                              

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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