PÓSTUMO

PENUMBRASPÓSTUMO

 

Foram-se os anéis e os dedos. . .

gastei os olhos da cara

tecendo versos . . . enredos

perseguindo a rima rara

 

 

Lendo azuis, limando medos

fui-me evaporando, Yara. . .

diluindo-me em segredos

mais áridos que o Saara

 

 

À luz do dia ardia em poesia

e à noite seduzia a lua clara

versando a solidão que o breu cobria

e as ilusões que a vida me ensinara

 

 

e assim cheguei ao fim da linha, Yara

ao meu ponto final . . . (e quem diria)?

minh’alma libertada agora vara

feliz a escuridão que antes temia.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

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