DISPARATE (Amor Danado)

amor9 LEONID AFREMOV 1955  THE IMPRESSIONIST LOVERSDISPARATE

(Amor Danado)

 

Se for pedir demais, Deus . . . me perdoe!

Mas, quero um grande amor desassombrado!

Assaz libidinoso e doido e ousado!

Que me oriente enquanto me atordoe. . .

 

 

Que ame amar demais e amaldiçoe

o ódio, o tédio, o medo , os versos xoxos. . .

Que adore dar prazer . . . e sempre doe

abraços apertados, risos frouxos. . .

 

 

Que nunca fique ausente do meu lado. . .

Delire a ler . . . a ouvir David Bowie

e vá comigo aonde quer que eu voe

(e soe bem . . . até desafinado)!

 

 

Que seja eterno enquanto dure o fado. . .

E enquanto o infinito for infindo

E enquanto houver amor no mundo irado. . .

Agora . . . e nos futuros que estão vindo. . .

 

 

Eu quero um grande amor exagerado. . .

Que gere inquietude e me arrebate

Que enxergue uma virtude em meu pecado

e que amiúde, coma chocolate. . .

 

 

Que me condene a sempre ser amado

(até depois que a vida enfim nos mate)

Quero um amor assim . . . ‘Amor danado’!

Perdão Senhor . . . se for um disparate.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

ARTE: LEONID AFREMOV

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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