PARA NUVENS E HORIZONTES

HORIZONTES3PARA NUVENS E HORIZONTES

 

não . . . não farei poesia pra enviesar horizontes

pra despetalar tulipas

ou ninar rinocerontes

 

 

mas pra enfeitar nuvens brancas

com andorinhas e pipas. . .

e transformar frases francas

em arco-íris e chispas            

 

 

teço versos renitentes

pra enternecer os poentes. . .

e não pra mover os montes

        

 

não quero encantar serpentes

nem derrotar oponentes

nem deslumbrar brutamontes

 

 

escrevo versos somente

para quem sente e consente

que sentimentos são pontes

 

 

capazes de ligar os continentes

bem como corações, almas e mentes

á ideais de luz e amor insontes. . .

 

 

quero dizer estrelas reluzentes

luares, vaga-lumes, sóis nascentes

e rabiscar . . . nas linhas do horizonte

 

 

uns versos meus, com letras atraentes. . .

com rimas consoantes e toantes

que encantem e consolem minha gente. . .

(ou façam levitar uns elefantes)!

 

 

dispenso o ouro, a prata e os diamantes. . .

só quero a eternidade dos instantes

e a estima dos que amo . . . ardentemente.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional

 

 

 

 

 

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