ACABOU-SE, ALICE

1071ACABOU-SE, ALICE

 

Deixe de disse me disse

Alice . . . Vá ser feliz!

Dê cá meu falso Matisse

meus livros e meus vinis

 

 

Vá-se embora pra Recife

surfar, descascar caquis. . .

conquistar algum patife

que ature seus ‘mimimis’

 

 

Não quero falar de grife

Sou poeta! Olhe pra mim!

Não tenho dom nem cacife

pra visom, seda e cetim

 

 

Ora vá, não desperdice

o meu tempo e o seu latim

Cansei-me dessa chatice

dessa sandice sem fim

 

 

Troco ‘escargot’ por maxixe

‘foie gras ‘ por aipim

seu ‘mon dieu’ pelo meu vixe

e ‘bistrô’ por botequim

 

 

Mesmo que você me piche

cara Alice, eu sou assim

sem disfarce nem pastiche:

bardo, boêmio e chinfrim!

 

 

 

Se não gosta, que se lixe

ou ache que sou ruim. . .

E pronto acabou-se, Alice

o que era doce. É o fim!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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