VAI, MARIA!

 

SAMBAVAI, MARIA!

 

Maria vai longe

Maria vai fundo

Vai sozinha, vai com as outras

Vai com Deus e todo mundo  

     

 

Vai sorrindo, vai sambando

Vai maravilhando o povo

Toda linda . . .  rebolando

num novo vestido novo

 

 

Vai, Maria . . . Vai sonhando

que o seu dia há de chegar. . .

Vai rindo e rodopiando

nas voltas que o mundo dá

 

 

Vai de leve . . .  Vai levando

Vai pra lá de Paquetá

contra a corrente nadando

sem medo de se afogar

 

 

Vai devagar . . . Vai rezando

com fé no seu Orixá. . .

Crendo, Maria (até quando)?

que tudo vai melhorar

 

 

Vai vivendo e aprendendo

a fazer pouco de mim. . .

Vai fazendo e acontecendo

Vai, Maria . . .  até o fim

 

 

Vai correndo atrás da paz

Da ilusão de ser feliz

Vai buscar além do mais

o que quer . . . já que não quis

 

 

 

ficar . . .  E eu fiquei pra trás

‘largado’, como se diz

‘a ver navios’ no cais

lendo os versos que lhe fiz

 

 

Você foi longe . . . demais

sem  adeus, caiu no mundo

e o mundo, é poço sem fundo

nele . . .  tudo se desfaz

 

 

A dor . . .  e o meu amor já estão passando

e logo eu me direi que ‘tanto faz’. . .

 

Se um dia . . .  decidir voltar atrás

não volte . . . pois, não estou mais lhe esperando.

 

 

PAULO MIRANDA BARRETO

 

ARTE: “SAMBA”   de DI CAVALCANTI

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                             

 

 

 

 

 

 

 

 

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