EM BRANCO

BRANCO PPPPEM BRANCO

 

entra pelo cano

sai pela culatra

de repente, fica “humano”

sem palavra ao pé da letra

 

 

poeta . . . a coisa está preta!

olha essa página em branco!

bardo não pega no tranco?

está travado o Poeta?

 

 

oh, bailarino perneta!

pobre velocista manco !

cadê a sua muleta?

cadê seu sorriso franco?

 

 

cadê a Lira, oh ufano?

ela já não lhe idolatra?

Vate entra pelo cano?

Bardo sai pela culatra?

 

 

tanta pena, tanta tinta

tanto papel e alfabeto

e nenhuma ideia “pinta”

nada ,nada ,nada . . . exceto

 

 

este desespero mudo

este vazio desmedido

este silêncio absurdo

e este seu queixo . . . caído.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

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