INVENÇÕES DO VENTO

 

ventania

INVENÇÕES DO VENTO

 

Seduzo a eternidade do momento

burilando ideias

nos balés que finjo. . .

 

 

Lidando com palavras

no imóvel movimento

só Deus conhece o ápice que atinjo

 

 

Afano umas verdades

das invenções do vento. . .

Metade delas canto

o resto, minto

 

 

Carrego enormidades

na voz do pensamento. . .

E quase tudo escrevo

o resto, sinto

 

 

Conheço o nome escuro

do outro anjo

que vez ou outra vem

valsar comigo. . .

 

 

A sombra não me assusta!

Na treva eu também vejo!

Não temo mal algum. . .

Nenhum perigo

 

 

Não são dóceis ovelhas

que pela noite eu tanjo

mas, desassossegado

ou não, eu sigo

 

 

Gastar-me não me custa!

Gastar-me é meu desejo!

Não temo mal nenhum

e amo o inimigo.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

ARTE: “A VENTANIA” Anita Malfatti

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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