FIM DA LINHA

500FIM DA LINHA

 

acho que pra ela

só tenho valia

enquanto me anulo

 

 

trancado na cela

fazendo poesia

dos sapos que engulo. . .

 

 

sem choro nem vela

sem ave Maria

sem qualquer abalo

 

 

ela me congela

com sua apatia

e eu tolo, me calo. . .

 

 

sem cura, a sequela

me aleija a euforia. . .

meu sonho estrangulo

 

 

me dói a mazela

da vida vazia

e do amor que simulo

 

 

ai . . . livro-me dela?

fujo pra Bahia?

a pé? a cavalo?

 

 

ou me alio á ela

e finjo que a magia

não foi pelo ralo?

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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