PENUMBRAS

Dark-Night-567872

PENUMBRAS

 

Varo escuro

a noite em claro

e não quero o que prefiro. . .

 

Desencontro o que procuro

porque lúcido deliro

                                       

Meu moderado exagero

erra o alvo em que não miro. . .

 

 

De esperança desespero             

e com esmero me atiro

num labirinto sincero

que minto enquanto respiro

 

                                       

Sou nada . . .  Parto do zero

e no final  sou vampiro

de mim mesmo . . . falso e vero

porque lúcido deliro

 

 

E áspero me exaspero

na inspiração que transpiro

e pela qual pago caro

pois que ao avesso me viro

 

 

para ser menos que um mero

fingidor . . .  e assim me firo       

indo acolá do que espero

sem querer o que prefiro

 

 

E demoro e me admiro

morando fora de mim

seguindo, cego e seguro

para o início do meu fim

 

 

Já se passa por futuro

meu passado . . .  e sendo assim

tanto faz se passo apuro

ou se sou feliz enfim

 

 

Entre o sim e o não, um muro

Sobre o muro um Serafim

Sombras, penumbras murmuro. . .

e insano acendo o estopim.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

ARTE: VLADSTUDIO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

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