AURORA

aurora boreal

 

AURORA

 

Lá vem o poeta

com suas “muletras”. . .

 

Gaivotas amarrotadas

que abarrotavam gavetas

tornam-se lírios literais

(delírios brotam)!

E em linha reta o verso lento

inventa curvas. . .

 

 

Leio nos olhos do poeta

sóis e chuvas

Chuvas de rosas e camélias amarelas

(que são, de fato, tão somente azuis estrelas

a diluírem-se em luares cor de uva)

 

 

Os lábios dele balbuciam violetas

Eis que saúvas e saliva delas saltam!

 

 

E o mundo inteiro faz amor

Risos não faltam!

Agora a humanidade inteira

será salva!

 

 

Eu sei que não  . . . Eu sei que não

(é só poesia)

 

 

Mas, sei que Vênus será sempre estrela d’alva. . .

bem como sei que cada noite será dia

Até que um dia, a vida curta que nos leva

nos leve á longa, longa, longa treva

que é nada mais que eterna aurora luzidia!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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