DAS PALAVRAS AO VENTO AZUL MARINHO

17DAS PALAVRAS AO VENTO AZUL MARINHO

 

I

ergo o véu do vento

para ver de perto

o coração da brisa

 

II

vento vem de longe

a esvoaçar sozinho

vem azul marinho

e emaranha tranças

crinas de cavalo

sonhos de criança

e os versos de um poema

que adivinho

 

III

venta o vento azul marinho

acarinhando palmeiras

 

aranhando as costas largas

das infindas cordilheiras

 

contando segredos pardos

no ouvido dos bem-te-vis

 

beijando a face das águas

as flores e os colibris. . .

 

depois segue assoviando

pela madrugada adentro

suas cantigas noturnas. . .

 

e quando amanhece o dia

segue a espalhar poesia

enquanto bolina dunas. . .

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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