SALINAS

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 SALINAS

 

Mas daquele amor que “ensolarava” assombros

sobram sombras sob escombros. . .

e um paraíso em ruínas. . .

 

 

Um plúmbeo céu desaba dos teus ombros

sobre os meus e eu não vislumbro

luz alguma nas neblinas. . .

 

 

Já é somente fel o que ressumbro. . .

Visto trevas . . .  não me alumbro

O breu corrói-me as retinas

 

 

Do nome que era meu, eu nem me lembro

O teu setembro outubra o meu novembro

e eu sangro . . .  de falar línguas ferinas

 

 

Dos versos que lhe escrevo em sangue rubro

ensandecido saio e me descubro

solífugo . . . á vagar pelas salinas.

 

PAULO MIRANDA BARRETO (11/2015)

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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