AS CINZAS DO SOL

CINZAS DE JOEY LAWRENCE

AS CINZAS DO SOL

 

No fundo de meus olhos

a bruma dos milênios

mistura-se a luares e auroras

 

e a extintos oceanos esquecidos

e ao meu cansaço

e à cinza das demoras. . .

 

Fiz tanto amor! Fui tanto! Tantas vezes!

Domei ventos velozes

li poemas

 

fui filho, pai, irmão . . . Sou quem  agora?

Um Sol sem luz  . . .  à sombra

dos dilemas

 

Restou-me nada além do meu silêncio

 

Restou-me nada além do teu silêncio. . .

 

Restou-me nada além desse silêncio 

que paira  . . .  sobre os meus gerânios

murchos.

 

PAULO MIRANDA BARRETO (11/2015)

Fotografia de: JOEY LAWRENCE

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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