DO TIME DOS TÍMIDOS

valsando 3

DO TIME DOS TÍMIDOS

 

Enquanto mansamente a valsa avança

ela intensamente dança

com seu mui garboso par. . .

 

 

Já eu, despedaçando a esperança

confio na desconfiança

e mal saio do lugar. . .

 

 

Seguro a fria mão da insegurança

e, até onde a vista alcança

ninguém pode me avistar. . .

 

 

Ai, ai, quem desespera sempre cansa. . .

A noite é uma criança. . .

E eu vou dormir . . .pra sonhar

 

 

que a minha timidez em paz descansa

que vão soprar os ventos da mudança

e que o meu dia , um dia , há de chegar. . .

 

 

Ai, ai, quem desespera sempre cansa. . .

A noite é uma criança. . .

E eu vou dormir . . .pra sonhar

 

 

que sou um pé-de-valsa, o rei da dança

que a moça nos meus braços já se lança

e os dois rodopiamos á valsar. . .

PAULO MIRANDA BARRETO

Arte: “Mauve”, de Giovanni Boldini.

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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