OLHAI OS OLHOS DA RUA

 

DE RUA

OLHAI OS OLHOS DA RUA

 

Senhor, eles vivem no olho da rua. . .

Mesmo assim, parece que ninguém os vê. . .

Uns vão aluados, ao léu, sob a lua

Outros são mais sábios que eu e você

 

 

Seriam ‘lesados‘ num mundo de ilesos?

Oh, não!  Sabem bem quanto dói a verdade!

‘Livres’, pelas ruas, sobrevivem presos

ao frio e trágico desprezo da cidade

 

 

Famintos e sujos, não fazem protestos. . .

Sonham gentilezas, abraços, sorrisos

Garimpam no lixo, comem nossos restos

e espiam de longe . . .  nossos ’paraísos’

 

 

Dormem nas calçadas ou sob marquises

enquanto seguimos  a largas passadas

sempre para longe . . .  destes infelizes

rumo aos nossos lares . . . com ‘almas lavadas’.

 

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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