O AMOR CADÁVER

AMOR CADAVER IN LOVE MARCUS STONE

O AMOR CADÁVER

 

Não falemos hoje do tempo, dos primos

nem do que se deu na novela das seis

Falemos do amor que há muito não sentimos. . .

Façamos isso ao menos uma vez

 

 

Mantemos a aparência, esse conforto

pagamos as contas no final do mês

mas, nem sequer velamos o amor morto. . .

É o cúmulo maior da morbidez!

 

 

Dormimos e acordamos lado á lado

sedados de frieza . . . e estupidez

O amor não é por nós sequer lembrado

e jaz . . . enregelando a nossa tez

 

 

A vida faz-se acúmulo de anos

vividos sob falsa sensatez. . .

e o “amor” nos torna míseros humanos

que vivem do que o tempo já desfez.

 

PAULO MIRANDA BARRETO     (2001)

ARTE: “In love” Marcus Stone

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s