COLAPSO

 

colapso

COLAPSO

 

De esperança pura, nos resta um resquício

Buscamos no silêncio a paz risível. . .

Nosso Paraíso . . .  beira o precipício

e até nosso presente é imprevisível

 

 

“A sanidade sobre o muro de um hospício”

diz que  o colapso nervoso é inevitável

Há sons de tiros entre fogos de artifício. . .

Ai! Até onde nosso medo é suportável?

 

 

Nossa metrópole é um altar de sacrifício

e, nele,  a morte do inocente é tolerável

E a  impunidade faz-se mãe do malefício. . .

(Em nosso mundo, lei alguma é inviolável)

 

 

Meu Deus! Será do Apocalipse o início

ou isso é só  a aceitação do inadmissível?

De esperança pura . . . o último resquício

há de expirar . . .  a esperar . . .  pelo impossível.

 

PAULO MIRANDA BARRETO     (2001)

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

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