COLAPSO

colapso

COLAPSO

 

De esperança pura, resta-me um resquício

Procuro no silêncio a paz possível

Hoje o Paraíso beira o precipício

e até nosso presente é imprevisível

 

 

“Sanidade sobre o muro de um hospício”

O colapso nervoso é inevitável

Sons de tiros entre fogos de artifício. . .

Até onde o nosso medo é suportável?

 

 

A metrópole é um altar de sacrifício

em que a morte do inocente é tolerável

e a impunidade é mãe do malefício. . .

(Nesse mundo, lei alguma é inviolável)

 

 

Oh, será do apocalipse o início

ou somente a aceitação do inadmissível?

Da esperança pura, o último resquício

evapora-se a esperar pelo impossível.

 

PAULO MIRANDA BARRETO     (2001)

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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