TOMARA, MINHA CARA!

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TOMARA, MINHA CARA!

 

Vou jorrar na sua cara a poesia

pra ver se você encara

face a face a fantasia

pra ver se você prepara

sua alma pra alegria

e pra ver se você para

de parar sua euforia. . .

 

 

Vou pintar na sua cara a poesia

pra ver se você repara

na claridade do dia

pra ver se vê como é clara

na noite, a lua vadia

pra ver se você aclara

sua solidão sombria. . .

 

 

Vou cantar na sua cara a poesia

pra ver se você declara

a sua própria alforria

pra ver se você separa

uma hora pra folia. . .

pra ver se você compara

a joia e a bijuteria

 

 

Vou jorrar na sua cara a poesia

pra ver se você dispara

na direção da magia

pra ver se você se ampara

n’algo mais que a mais-valia

pra ver se você apara

as arestas da agonia. . .

 

 

Vou fazer-lhe minha cara uma poesia

que é pra ver se você sara

dessa tristeza doentia. . .

pra ver se você se enfara

dessa vidinha vazia. . .

e adivinha a rima rara

que a sua alma escondia. . .

 

 

Eu quero . . . Como eu queria!

Tomara, meu Deus, tomara

que essa minha poesia

ponha um riso em sua cara. . .

 

 

e sorrir vire mania

e a máscara que mascara

toda a sua simpatia

dissolva-se, amor . . . Tomara!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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