NEM SÓ DE PÃO

1266

NEM SÓ DE PÃO

 

Carrego versos no bolso

e o meu coração, na mão.

Em silêncio é que me ouço

e ouso ser o ser mais são.

 

 

Verso doce, verso insosso,

de saudade e solidão?

Não! Meu alvo é o alvoroço!

Pele, osso e sedução!

 

 

Sei ser vilão e bom moço. . .

E á salvo da danação,

como carne de pescoço,

roubo o almoço do leão!

 

 

Do céu ao fundo do poço,

tudo posso e, quando não. . .

sorrio, rezo um pai nosso

e ilumino a assombração. . .

 

Sem fruta. . .sorvo o caroço!

Vivo. É só. (Nem só de pão)!

 

PAULO MIRANDABARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s