VALSA PREFERENCIAL

valsa

VALSA PREFERENCIAL

 

Desculpe, estou de saída

dessa vida decaída

dessa altura decadente

 

 

dessa vitória falida

dessa fala falecida

dessa paz impaciente

 

 

Quando o médico é doente. . .

Quando o remédio não cura. . .

crescem asas na serpente

lucidez vira loucura

 

 

Basta dessa luz escura!

Quero o Sol daqui pra frente

Sentir amor e ternura

por mim mesmo, imensamente

 

 

Amor quente, que perdura

sem frescura e ardentemente. . .

 

 

Hei de apurar minha pura

pureza d’alma, somente

 

 

Cansei-me disso, querida. . .

dessa esperança perdida

dessa dança intermitente

 

 

que a vida . . . é pra ser vivida

sem dúvida . . . e dividida

por dois, preferencialmente.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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