PEIXE FORA DÁGUA

PEIXE

PEIXE FORA DÁGUA

 

Enquanto me asfixio

com cigarros no saguão

ensaiando o balbucio

de uma impossível canção

 

 

sinto que me distancio

das fronteiras da razão

e avanço com desvario. . .

em nenhuma direção

 

 

E é tanta a dor, que sorrio

no ápice da aflição!

Parece um prazer sombrio. . .

mas, é resignação

 

 

Hoje, amar é um desafio

para quem ‘tem coração’. . .

-Só o frívolo e o vazio

saem sãos da confusão-

 

 

Mas eu, que dou-me  e confio

viro presa da ilusão. . .

Sou peixe fora do rio

Estranho na multidão

 

 

E enquanto me asfixio

sob as cinzas do vulcão

sequer . . . sequer desconfio

que causei a erupção.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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