MEIO AMARGO

MEIO AMARGO

 

MEIO AMARGO

 

Vivo a ver navios . . . não vejo novelas

Cansei daquelas velhas novidades

que fingem luz do Sol á luz de velas

sob a superfície das profundidades. . .

 

 

Nesta solidão cercada de cidades

que furtam toda a cor das aquarelas

os meus arcos-íris são atrocidades

ferindo o céu das tardes amarelas

 

 

que amareladas , morrem de saudades

dos tempos em que as vidas eram belas

e ainda não doíam as verdades

e nem haviam  grades nas janelas. . .

 

 

Também tenho saudades, como elas

mas, anoiteço antes dessas tardes

e a ver navios, encho-me de estrelas

que caem do céu . . . cheirando a tempestades.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s