ABRACADABRA

abracadabra  o religioso

ABRACADABRA!

 

Não, não temo me mostrar. . .

Escolho quem me descubra

Deixo claro: só sei me acostumar

com quem saiba enxergar-me a parte rubra. . .

 

 

Não é fácil fazer com que eu me abra

(cadeados, baús almejam chaves)

É preciso bem mais que abracadabra. . .

(Haja ave-marias, luvas , naves)!

 

 

pois procuro as saídas nos entraves

e do escasso retiro a minha sobra. . .

Meu silêncio é agudo e muito grave. . .

Dá razão á loucura e asa á cobra

 

 

Eu prefiro esquecer o que relembra

(Só deliro de ler o que é verdade)

Relembrar o passado me desmembra. . .

Eu prefiro sonhar a realidade. . .

 

 

Liberdade, pileque e Cuba libre

contra os salamaleques da maldade!

Quem quiser calibrar-se em meu calibre

deve ter um querer de eternidade

 

 

Quem me capta entende a minha fibra

Só me ecoam os ecos que se rendem

ao melhor derredor . . . onde o som vibra

Os meus graves agudos surpreendem!

 

PAULO MIRANDA BARRETO

ARTE: ‘THE RELIGIOUS’ MARC CHAGALL

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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