POEMA ESCRITO NO ESCURO (ENTRE ESTRELAS DECRÉPITAS)

maiakovski

POEMA ESCRITO NO ESCURO

(ENTRE ESTRELAS DECRÉPITAS)

para Vladimir Maiakovski

 

Maiakovski ecoa como um hino

dentro do meu peito

‘mínima amplidão’

deixando-me assombrado qual menino

perdido em si

de falsa imensidão

 

 

O levo em mim, gigante clandestino

anjo de luz

recluso em meu porão. . .

E divagamos nus e sem destino

em noites

de completa solidão. . .

 

 

Ele poeta, eu não . . . Grão pequenino

a minha poesia

é um sonho vão

perto da sua. ‘Grande paladino’

‘montanha russa’

d’outra dimensão

 

 

Guardado em mim o levo e o imagino

meu grande e velho amigo

um meigo irmão. . .

ou semideus coberto de ouro fino

e descoberto enfim

na escuridão

 

 

Sigo seus passos como um peregrino

que vaga sem destino ou direção

sem bússola, sem mapa e sem senão. . .

versando entre a razão e o desatino.

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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