TREVA ENSOLARADA

treva

TREVA ENSOLARADA

 

Sob a lua cheia de saudades tuas

irei  perambular por essas ruas

sem rumo, a ruminar pela cidade

fingindo acreditar que continuas

a unir teus versos pela eternidade. . .

vestida de verdade nua e crua

 

 

Mas, entre a escuridão e o sol que arde

a tua imensa ausência se acentua

e, sem clemência, em mim se perpetua

tornando inteira a dor que era metade. . .

 

 

inteira, ela dói mais do que a verdade

pois nada, nada, nada lhe atenua. . .

a tua ausência assombra a claridade

e a treva ensolarada á luz da lua.

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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