MANDALAS

MANDALA

 

 

 MANDALAS

 

encho malas de muletas

amuletos e cabalas

encho saletas de portas

bandeiras e mestres–salas 

 

 

interpreto tarjas pretas

salamandras e mandalas 

blindo borboletas mortas

com pérolas e opalas

 

 

benzo cinzas e senzalas

simulo russas roletas

forjo rajadas de balas

de hortelã . . . com escopetas

 

 

piro, inspiro piruetas

cambalhotas, versos, falas. . .

quebro a cara dos ‘caretas’

(para depois remenda-las)

 

 

surjo sujo das sarjetas

de Nova Déli ou de Dallas. . .

falando de outros planetas

noutras línguas (sem travá-las)

 

 

pinto o sete,  violetas

pandas, camelos, coalas

e acordo de repente . . .  entre paletas

telas em branco e tintas. . .  Devo usá-las?

 

PAULO MIRANDA BARRETO 21/06/2015

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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