DEVORANDO UMA VORAGEM

poesia 2 

DEVORANDO UMA VORAGEM

 

vago

repleto de espaços

e sob o Sol

sinto frio

 

sucinto, o céu me cobre

de arrepios

 

 

piso o teto

conto os passos

e minto sem dar

um pio

 

 

pressinto um labirinto. . .

e rodopio

 

 

á milímetros do abismo

vazo invisível

(sou rio?)

 

e afundo

no fundo falso

de um impossível

vazio

 

 

(simultaneamente valso

colado num calafrio)    

 

                                                                                  

mãos trêmulas, pés descalços

simulo fausto e fastio. . .

 

 

devorando uma voragem

ao final da má viagem

furo os olhos

e sorrio!

 

PAULO MIRANDA BARRETO ( Inimigo Imaginário/ maio 2015)

ARTE: MAX ERNST- Sign for a School of Monsters.

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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