SOB O SIGNO DO ENIGMA

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SOB O SIGNO DO ENIGMA

                                                  para Cairo Trindade.

 

Poetas imperdoáveis,

donos do mapa e da mina,

derramam rimas inimagináveis

por sobre o infinito que termina

no útero dos fins intermináveis. . .

Irmãos das ilusões que o mundo ensina.

Insinuam-se em sinas improváveis. . .

(e eu sei que a insanidade os imagina).

 

 

Combinam frases inconciliáveis.

O dom da criação os insemina.

Traduzem dimensões indecifráveis.

(Até a negra treva os ilumina).

É a luz da lucidez que os alucina. . .

Tudo absorvem. São impenetráveis.

Benignos, malignos, maleáveis.

Nascidos sob o signo do enigma!

 

PAULO MIRANDA BARRETO (Inimigo Imaginário-05/2015)

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

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