NO CÉU NÃO TEM MACDONALDS

INFANCIA

NO CÉU NÃO TEM MACDONALDS

 

Limpa o vidro do carro, menininho sujo.

Seu sorriso é grátis e sempre se abre

no farol fechado.

 

Como é ser marujo num mar de egoísmo?

Nosso mundo tem fé no ceticismo. . .

 

Alguém já lhe falou

que tudo passa?

 

 

Que cheiro têm as nuvens de fumaça?

Você pensa em balões de gás carbônico?

Entende o que é irônico, menino?

 

Quantos centavos valem o seu sonho?

(Se é que você sonha). O realismo

do seu malabarismo é tão palpável!

 

 

Sinal vermelho, olhos irritados,

senhores estressados

ao volante. . .

 

(O seu stress é insignificante)

 

Alguém já lhe falou

que a vida é injusta?

 

 

Alguém já lhe ensinou que amar não custa?

Cê sabe quanto custa um big mac?     

 

Assusta a indiferença , né, moleque?

 

Nossa ganância imensa nunca basta. . .

Sofrer ainda é tudo o que lhe resta

e a nossa horrenda festa ainda lhe arrasta

pro crime e pra prisão . . . Festa nefasta!

 

(Quem diz amar o próximo o detesta).

 

PAULO MIRANDA BARRETO 25/12/2014

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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